Triquicibernautas

07/04/2013


Quando a Mãe Grita” é a história de um pinguim, que pode ser qualquer um de nós que com ele se identifica. É que quando a mãe grita tudo se desmorona … e sentimo-nos um pouco à deriva, perdidos.
De vez em quando todos gritamos. Mas o que sentimos quando os pais nos gritam?
G. – Vou para casa da minha avó, para não me gritarem no meu ouvido. Às vezes faço asneiras, e o meu pai grita. Mas não me desmonto.
M. – Quando eu faço asneiras fico de castigo no quarto dos pais a pensar. Mas peço desculpa.
L. – Fico triste, e fico na sala a pensar.
L. – Fico triste e tenho de pensar. Sou teimosa, mas depois peço desculpa.
R. – Os pais não berram comigo. Mas eu faço birras e não peço desculpa. Fico de castigo.
H. – Quando faço asneiras, gritam comigo e eu vou para o quarto pensar no disparate que fiz. A minha mãe fica muito triste comigo e eu peço desculpa.
F. – A minha mãe e o meu pai, não berram comigo, porque eu porto-me sempre bem. Mas berram com a R. Ela chora um bocadinho, fica a pensar nas asneiras na cozinha, desfeita e triste…não gosta muito, muito disso. O meu coração fica triste por a ver assim.
É impossível não nos enternecermos com esta história de sentimentos e afetos, (livro), bem como com estes registos orais dos Triquiteiros.
Todos têm a noção que é preciso refletir sobre os atos mais impulsivos. Reconhecer os erros e os que causam culpa e/ou desconforto, juntar todas as peças,e tentar mudar.
Depois desta conversa surge por parte do grupo, a vontade de conhecer o habitat do pinguim, daí fazermos várias pesquisas no youtube. Encontramos vários filmes que visualizamos e dos quais destaco estes  que adoramos.




Posteriormente, uma das crianças encontrou uma imagem do pinguim e disse que gostaria de a pintar. Outros se juntaram, nessa vontade.
Ao conversarmos sobre o corpo do pinguim, (verificado em várias imagens) os Triquiteiros, foram unânimes em afirmarem que o corpo do pinguim filhote é coberto de um pelo macio acinzentado, quase branco, e fofinho. Desta forma, decidimos fazer uma experiência para obtermos uma tinta especial para colorir o corpo do pinguim.
Pegamos em espuma de barbear...

      
Cola branca...

Espuma de barbear, novamente…
 Foi ao micro-ondas, um minuto para engrossar um pouco.


E ficou pronto para pintar.
O resultado foi este.

Como foi referido no post anterior, por algumas crianças, a mãe do pinguim gritou com ele porque ele tinha feito asneiras. A mãe gostava muito dele, até porque foi procurar todas as partes do corpo do filho e coseu-as para poder ficar outra vez com ele inteirinho. O filho tinha ficado muito triste por isso é que se “desmanchou” todo, parece que “foi pelo ar”, como disse o Rodrigo Portas.

Esta ideia das partes do corpo e consequentemente em quantas peças tinha ficado o pinguim, serve de mote para fazer um puzzle (sugestão do Francisco).
Nas pesquisas efetuadas na internet, escolheram um pinguim que se assemelhava ao da história, aumentamos a imagem, e esta foi recortada pelos Triquiteiros e montada de acordo.







Que ficou assim.

Entretanto um pequeno grupo, abraça a atividade de registo, reconto, escrita e jogo de associação da história “Quando da Mãe Grita”. Desenharam, recortaram os bocados do pinguim e colaram no respetivo espaço, criando desta forma o jogo de associação.


Algumas das palavras da história, foram divididas em fragmentos (bocadinhos), obtendo assim a divisão silábica, através de um jogo com palmas e som  (pena que as duas fotos estejam desfocadas).

No computador, além de fazerem as pesquisas já mencionadas, escreveram o reconto da história.


Quando o trabalho ficou pronto, comunicaram ao grande grupo.









O registo e reconto da história ficou desta forma.












Explicaram também, através da comunicação, como fizeram o puzzle e como este funcionava.




Mostraram vontade de comunicar as suas aprendizagens aos amigos da turma C, e assim fizeram.





A história foi também explorada na sessão de expressão motora, através de um jogo metafórico, particularmente forte e expressivo, ligada ao restabelecimento de laços afetivos entre mãe e filho, momentaneamente quebrados no momento em que a mãe gritou e prontamente restabelecidos depois de um pedido de desculpas. Nessa altura há um outro jogo (com bola), quase como se fosse um prémio, pelo facto de se reconhecer os erros e os tentar mudar.



Começa assim, a nossa participação na “Campanha Laço Azul”. Pondo em evidência a fragilidade dos afetos, mas também a sua centralidade no mundo familiar. 



A partir de amanhã, (segunda-feira/dia 8) os Triquiteiros, irão andar com o laço azul no casaco durante uma semana.
O livro de Jutta Bauer que nos parece dar voz e vida a sentimentos que muitas vezes são difíceis de exprimir, mas que são universais, ajudou-nos a trabalhar todas estas questões.


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