Triquicibernautas

26/09/2016

Somos um grupo de 25 crianças, dos quais 19 transitam dos anos anteriores. Assim, a adaptação e apropriação à sala, aos espaços está mais que feita. Os 6 mais novos, vão fazendo a sua integração e apropriação ao seu ritmo, mas que tem sido bem surpreendente.
Por isso, começamos bem cedo a relembrar os nossos instrumentos de pilotagem, que expostos nas paredes da sala de atividades nos ajudam na planificação, gestão e avaliação das atividades educativas participadas por nós e nos proporcionam aquisições de normas de vida democrática. Estávamos mesmo a precisar que isto acontecesse.
Começamos pela Agenda Semanal, ou Rotina Semanal que é um instrumento “que ajuda a regular o que acontece na sala de atividades e que conta a história da vida do grupo” (Escola Moderna, 1999: 8). Como a semana começa e encerra num ciclo de trabalho, este valioso instrumento regulamenta quer a organização e diversificação cooperada do trabalho, do tempo e das atividades, quer as relações humanas da turma. Assim, começamos a desenvolver as noções de tempo, interiorizando e gerindo os seus intervalos. A Agenda é fruto da negociação e cooperação entre nós e a professora o que reforça uma gestão partilhada das decisões e do poder, essencial para sermos responsáveis. Neste instrumento inscrevem-se as atividades que, por exigência das instalações da escola, são realizadas em horas fixas e em locais comuns e outras atividades que se constituem, sem rigidez, rotinas da turma, por exemplo, o dia da educação física no ginásio da Eb2/3, o dia de saídas ao exterior, que só pode ser à quinta-feira, que é quando temos assistente mais tempo.


Outro instrumento muito importante é o Mapa Diário de Atividades.Com este mapa expõe-se o que as orientações curriculares explanam e, diariamente, as crianças planeiam as atividades que pretendem desenvolver, podendo conduzir as projetos individuais, iniciando os tempos de trabalho autónomo. Por essa razão, o plano de atividades transparece a vida da sala de atividades. O código de preenchimento deste instrumento foi combinado previamente em grande grupo, e é feito através do nome, ou da foto, que devemos colocar na área que queremos permanecer, desde que esteja livre, de acordo com a “lotação” das áreas.
Como já o usamos no ano passado, foi muito fácil de elaborar e desta forma vamos começar a consciencializar-nos das modalidades e da organização de trabalho (planificação), nomeadamente dos compromissos, das rotinas instituídas na sala, das atividades do plano semanal e dos projetos a decorrer. Desta forma começamos a perceber a gestão do tempo e a desenvolver a memória do dia de trabalho, refletindo sobre o processo vivido, apropriando-nos dele progressivamente.






Nestes últimos dias também dialogamos sobre o que é correto ou não fazer. Foram avaliados alguns conflitos que estavam a surgir no seio do grupo, e como se poderiam resolver, e pelo que é necessária a elaboração de regras, ou normas de funcionamento e convivência. À semelhança do ano passado, optamos por colocar as nossas regras em "dois campos" - o "Acho Bem" e o "Acho Mal".
Relembramos as regras do ano anterior, revimos e alteramos algumas, que ficaram “escritas” e “ilustradas numa das paredes da nossa sala, até porque a nossa professora acha que isto é pedagogia participativa, que contribui para o conhecimento social e diz-nos respeito a todos.

  
Depois de termos construído as nossas regras de convivência - o "Acho Bem e o Acho Mal", que foram construídas por nós e não para nós, partilhando-se desta forma os processos de conciliação de direitos e deveres, outra estratégia, vai harmonizar a vivência da vida democrática da sala, principalmente a interiorização das regras, e o sentido de ajuda e de solidariedade dos mais velhas para com os mais novas, ou dos que sentem capazes de assumirem a responsabilidade de serem Padrinhos/Madrinhas ou ainda daqueles que sendo mais velhos, não querem assumir essa responsabilidade e preferem ser afilhados.
Assim, os Padrinhos/Madrinhas, são responsáveis pelos Afilhados/Afilhadas, num sentido de responsabilidade efetiva, ajudando-os nas várias tarefas de sala.
Já desde a passada semana, que andávamos a conversar sobre esta questão, e hoje ficou finalizada. Ao redor da mesa grande,houve negociação cooperada/conjunta, pois o padrinho ou madrinha, escolheu o afilhado(a), que deu o seu aval. Ou seja, estiveram de mútuo acordo nesta decisão.

 Depois mostramos como isto se concretiza na prática.

Para terminar, falamos do nosso quadro da “Luzinha do Coração”, deve estar sempre acesa, pois é sinal de que temos “muito carinho pelos amigos” (Maria Beatriz), que “não devemos fazer nada que esteja no acho mal” (Miguel), “que devemos cumprir as regras” (Isis). As luzinhas acesas ou apagadas, começam a ser colocadas amanhã, aqui neste quadro.

A história que nos ajudou na elaboração deste quadro, é “Uma Luzinha no teu coração", criada pela nossa amiga professora Juca do PRÉ Histórias.
Esta história, como a própria autora refere "promove o autocontrolo e ajuda no desenvolvimento social da moralidade com crianças em idade pré-escolar. " Esperamos mesmo, que isto aconteça, e que a luz nunca se apague.
Por isso, se em casa falarmos da "Luzinha acesa no coração", os pais já nos irão perceber melhor.
Fica aqui a história, para que em casa ajudem a consolidar os valores trabalhados, pois “ensinar” valores morais também é papel da família.
Ainda faltam alguns instrumentos de pilotagem. Durante a semana, daremos conta deles!

25/09/2016

A construção da identidade passa pelo reconhecimento das características individuais e pela compreensão das capacidades e dificuldades próprias de cada um, quaisquer que estas sejam.
Na nossa idade, a noção do EU, está ainda em construção e a elaboração do nosso Autorretrato é uma boa forma de reconhecimento do nosso “EU FISICO”.
O Autorretrato é muitas vezes definido, na História da Arte, como uma representação ou imagem que o artista faz de si mesmo, independentemente do suporte utilizado.
A maioria de nós já teve a oportunidade de ver vários autorretratos de artistas famosos - Picasso, Frida Kahlo, Van Gogh, Miró, Salvador Dali... Todos tão diferentes!

Desta vez, estivemos a analisar o autorretrato de Almada Negreiros a “Preto e Branco”


..., que nos inspirou na elaboração do nosso, com a ajuda do espelho, que temos na sala.



Aqui pudemos ver, como estes três amigos de três anos conversam sobre os seus autorretratos…(verdadeiras obras primas).

Infelizmente a maioria das fotos que documentavam toda esta atividade, foram apagadas por um “ratinho” da sala.
Os autorretratos foram colocados na nossa porta de entrada, dando a conhecer a nossa Turma. Em cima, está ao centro o retrato da nossa professora, à sua direita o retrato da assistente Cristina e à esquerda o autorretrato da assistente Zé, já que este ano, são estas as assistentes que rodam pelas três sala da nossa escola!


Durante a semana, estivemos ainda, a falar daquilo que somos na nossa sala. E descobrimos que somos : 








ARTISTAS;

EXPLORADORES;

CIENTISTAS;

MATEMÁTICOS;

CRIADORES;

AUTORES;

PENSADORES;

LEITORES;

AMIGOS;

IMPORTANTES;

AMADOS;

SOMOS A RAZÃO DE ESTARMOS AQUI!








E ASSIM, SOMOS NÓS…OS TRIQUITEIROS DE S. JOÃO!

22/09/2016

Hoje, tivemos a nossa primeira saída à rua. Os mais velhos pediram uma ida ao monte e à vacaria e desta forma, também poderíamos ver como se comportavam no exterior os seis Triquiteiros novos. E não podia ter sido melhor!!


Pelo caminho observamos um enorme campo de milho e já combinamos com o dono, para participarmos da colheita do milho. Será no início de outubro e lá estaremos.


Dizem as OCEPE (Orientações Curriculares Educação Pré Escolar), que:“O contacto com seres vivos e outros elementos da natureza e a sua observação são normalmente experiências muito estimulantes para as crianças, proporcionando oportunidades para refletir, compreender e conhecer as suas características, as suas transformações e as razões por que acontecem. Este conhecimento poderá promover o desenvolvimento de uma consciencialização para a importância do papel de cada um na preservação do ambiente e dos recursos naturais.
O conhecimento das crianças sobre a paisagem local, ou seja, o reconhecimento dos seus elementos sociais, culturais e naturais e a interação entre eles, contribui para melhorar a ligação afetiva e pessoal com esta, alicerçando a identidade local e o sentido de pertença a um lugar.”

E assim nos “perdemos” no monte, explorando, investigando, apanhando pinhas e até um pinheiro bebé para a nossa área das ciências.








Para finalizar, fizemos uma saudação à natureza…Prometemos voltar sempre que possível!


Descemos para a vacaria e a nossa professora ia explicar que não deveríamos correr dentro da vacaria, quando o Afonso Sousa, pediu a palavra e disse: “Atenção amigos…As vacas são muito sensíveis e emotivas. Se falarmos alto ou corrermos, elas ficam nervosas, não comem, gritam MUUU muito alto e atiram-nos com a palha. Percebido?Percebido…Tudo percebido, e lá fomos ver as vacas.



Olha professora…Está ali uma vaca bebé doente…Vai chamar o médico, diz o Gabriel muito preocupado! E lá chamamos o “INEM” da Vacaria, e viemos de volta para a escola. 



Foi uma manhã MARAVILHOSA!

21/09/2016

É ótimo ter sonhos...As últimas histórias que a nossa professora nos contou, falavam precisamente de sonhos.


Hoje estivemos a falar dos nossos sonhos, que segundo o Afonso Sousa, são desejos. A nossa professora explicou que às vezes os desejos se confundem com os sonhos. 
Na nossa conversa, percebemos que temos muitos sonhos e desejo/vontade de fazermos várias coisas. Então metemos as mãos ao trabalho e desenhamos os nossos ....





Surgiram sonhos e desejos interessantes...Não estão ainda todos!

Sonhos e Desejos on PhotoPeach  
 O Rafael quer ter uma Familia Feliz...
A Maria Leonor quer acabar com a guerra.
A Maria Beatriz deseja que a Fada do Amor, nos dê mais Amor.
O Samuel diz que ele o Igor são amigos.
O Afonso Ferreira deseja que na escola todos sejam amigos!
O Eduardo deseja dar comida aos meninos mais pobres.
A Inês deseja dar muitas flores e fazer um jardim colorido.
A Afonso Costa deseja levar mais amigos para casa dele.
A Isis deseja que todos os meninos tenham casa, comida e escola.
A Laura deseja ter uma irmã chamada Joana.
O Miguel deseja que todos os amigos joguem à bola com ele.
O Afonso Sousa deseja que o irmão que está para nascer, o Tomás, seja muito feliz!
O Diogo Faria, quer ser policia e bombeiro.
O Gabriel Oliveira disse: Hoje dormi bem...Mas tenho um sonho, ser bombeiro.
O Diogo Filipe, tem como desejo, não haver guerra entre os amigos.
O Gabriel Rocha, sonha ser policia.
A Leonor S. quer levar as amigas para brincar na relva lá de casa.
A Inês Coelho, quer muito amor, do Pai, da Mãe e da Irmão Joana.
A Leonor Costa, sonha ser bailarina.
O Duarte quer ir visitar um parque de Dinossauros.

Desta forma construimos o mural dos nossos sonhos para 2016/2017. As reponsabilidade desta montagem, ficou a cargo das Marias...Leonor e Beatriz!




Nota; Amanhã fazem os que faltam (4).

 
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